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Capítulo 7 – A Cidade

Jean não falava muito, mas quando abria a boca, perdia boas oportunidades de ficar quieto. Julia permanecia indiferente. Eu deixava claro que não gostava de sua presença e de suas brincadeiras ridículas. Saddam não se sentia à vontade com ele por perto, era visível que o cão não gostasse de estranhos, mas como Jean estava sempre conosco, o Rotweiller não atacava. Já começava a anoitecer, enquanto eu mexia no gerador e traçava um plano para pegarmos gasolina do outro lado da rua, Julia fazia a janta, e Jean fazia nada. Ficava apenas seguindo Julia e puxando conversas sem sentido.

Liguei o gerador e voltei à cozinha, onde se encontravam os dois. Fiz o esboço de um desenho, incluindo nossa localização, os carros que estavam na rua em frente à casa, na avenida e por onde deveríamos correr para que fosse mais difícil sermos avistados.
Foi cogitada a hipótese de executar o plano de madrugada, mas refutei imediatamente. Afinal de contas, nós éramos a caça. Se os predadores enxergam a caça, eles tentam pegá-la. Se a caça não enxerga os predadores, ela morre.

Pensava em como fazer um silenciador caseiro para a arma, pois um tiro chamava a atenção de todos os infectados num raio de 200 metros. Não tinha nem idéia de como fazer algo assim.

_ Jean, sabe mexer com arma de fogo? – pergunto ao novo membro do grupo.
_ Não. Por quê?
_ Nada não... – Não revelaria qualquer plano que tivesse para alguém em quem não confiasse – Vamos voltar ao plano. Amanhã teremos de buscar gasolina, minha idéia: ir logo que amanhecer. Parece ser o momento em que os infectados estão menos ativos e também não é muito claro, nem escuro, então os que estão longe não conseguirão nos ver com clareza.
_ Prefiro ir ao final da tarde. – respondeu Jean – Não consigo levantar cedo.
Olhei com uma expressão irritada para Julia, ela parece ter me correspondido com uma cara de quem não sabia que ele seria tão inútil.
_ Ao final da tarde eles estão mais ativos, é o pior momento. Ao menos é isto que parece olhando do telhado e pelos barulhos que eles emitem. – Disse, já impaciente.
_ Então tá... Vamos de manhã. Mas como faremos?
_ Aí é que está... Podemos ir de carro, o que é mais seguro para nós, e pior para quem fica aqui dentro cuidando da casa e abrindo e fechando o portão ou podemos ir a pé, garantimos a segurança da casa, mas carregamos bem menos gasolina. Cada um carregaria no máximo algo em torno de 10 a 15 litros, se quiser voltar vivo, o que é muito pouco. Com o carro podemos encher o tanque e pegar mais alguns galões que temos na garagem. Em compensação, podemos nem conseguir voltar para cá com o carro.
Julia dá sua opinião:
_ E porque não saímos com o carro e pegamos o combustível em outro posto? Na volta podemos ficar dando a volta na quadra puxando os infectados, aí quando estiverem do outro lado do quarteirão, corremos para voltar para casa e fechar o portão antes que eles nos alcancem.
_ Gostei da idéia – Respondi.
_ É... É mais do que se espera de uma mulher. Gostei também – Falou Jean.
Julia com raiva devido ao machismo e preconceito de Jean, responde:
_ Alguém aqui além do Max tem que pensar, não acha?
Jean ri.

Questionei sobre se quando abríssemos o portão já não seríamos atacados antes mesmo de conseguir sair com o carro. Então, por mais que fosse a melhor idéia até agora, ainda era arriscada.

Pensei por horas, mas não consegui ter nenhuma outra boa idéia. Ficamos entre os três dentro do carro, e poderíamos fugir para longe, caso necessário, ou eu e Jean íamos até o posto buscar combustível e tentávamos voltar para casa enquanto Julia e o cachorro ficavam em casa.

A idéia mais sensata era, sem dúvidas, a de Julia. Em uma votação, a idéia ganhou por unanimidade. Mas ainda assim havia muitos riscos. Por via das dúvidas, colocamos toda a comida que tínhamos no banco de trás do carro, caso não pudéssemos voltar para casa, poderíamos viajar para longe. Talvez viajar para o interior do estado seja a melhor alternativa. Havia uma ótima estrada que fazia a ligação da região metropolitana até a cidade de Ponta Grossa, algo em torno de 100 km de distância. De lá poderíamos seguir para as cidades pequenas do interior paranaense. Cidades menores significavam menos gente infectada.

Mas teríamos apenas algumas horas para chegar até um local seguro e nos preparar para a noite... Ou continuar andando, até que... Até que morrêssemos, acabasse a gasolina ou algo do gênero. Agora me dava conta que a vida não tinha mais um propósito claro. A missão era somente sobreviver. Não havia lares, nem famílias, nem universidades... Era tudo cada dia mais quieto, e a cada dia os sobreviventes diminuíam e os novos infectados tomavam as ruas. Éramos órfãos de pais, de pátria e de tudo mais que pudesse existir. Além disso, ainda éramos caçados por assassinos canibais... É... E eu que pensei que estivesse na merda após a morte dos meus pais.

_ Porque não procuramos um lugar maior, mais seguro e com mais sobreviventes? – Questiona Jean.
_ Porque esse lugar provavelmente não existe. – Respondo – Mas poderíamos ir para o interior do estado, ou cruzar a fronteira. Já que não temos mais nada a perder, porque não tentar?
_ E esta casa e toda a fortaleza que montamos aqui? – Perguntou Julia.
_ Eu acho que não conseguiremos voltar. Na verdade, penso que o ideal seria buscar gasolina em um posto mais distante e isolado conforme você deu a idéia – Falo para Julia – Ainda mais quando é só abrir o portão e atravessar a rua. Eles entrariam correndo.
_ Podemos ir para o litoral também, ao invés do interior – completa Jean.
_ E temos um barco ou coisa do tipo? Sem isso, morremos na praia, literalmente. – Diz Julia.
_ Fazemos uma jangada. – brincou em tom de ironia, Jean.
_ Me lembrei do filme Madrugada dos Mortos – digo, rindo. – De quando eles fogem de barco e vão até a ilha, no final do filme.
_ E aí o que acontece? – pergunta Julia.
_ Eles morrem... – respondo.
_ Acho melhor ir para o interior mesmo – Fala Julia, sorrindo.

Talvez fosse o primeiro momento de descontração desde que Jean chegou. Mas ainda assim, o clima era pesado.

Já era noite, em torno de 20 horas, resolvemos ligar a TV. Nada útil ou interessante passava. Já deviam ter se passado dez ou onze dias desde que a cidade entrou em caos e tenho certeza que ainda levariam muitos mais dias até tudo se normalizar.

Interessante era a postura de Jean diante de tudo isto. Tenho certeza que ele não é tão burro quanto parece. Para ter sobrevivido nesse caos, duvidava se sua história de que tivesse sido só um pequeno roubo e aí ficar trancado em casa. Ainda mais sem energia elétrica e com um gradil na frente de casa. Precisava ficar atento com ele.
Ficamos um tempo sem fazer nada e o sono chegou. Eu e Julia fomos deitar e Jean ficou com um dos quartos vagos. Colocamos Saddam para dentro de casa, para que não chamasse atenção dos infectados durante a madrugada. Teríamos de ter uma rua livre para que pudéssemos sair sem correr maiores riscos.

No quarto, conversava com Julia.
_ Porque você quis botar este cara para dentro de casa?
_ Ai amor, você queria o quê? Matar ele? – Questiona a garota.
_ Seria uma melhor opção...
_ É... Você está ficando bom nisso.
_ Nisso o quê?
_ Em matar pessoas.
_ Graças a esta nova ‘habilidade’, estamos vivos.

Julia não responde. E volto a pensar no prazer que começo a sentir ao matar os infectados. Será que matar uma pessoa comum me daria o mesmo prazer ou eu não conseguiria conviver com o remorso? Não sabia responder, mas que a vontade de jogar Jean para os canibais crescia, isso era a mais pura verdade. Puxo assunto novamente.

_ O que vocês tanto conversavam enquanto eu mexia no gerador e fazia o plano para amanhã?
_ Em qual das conversas?
_ No geral.
_ Nada demais. – Fala Julia, desfazendo a conversa.
_ Se não é nada demais, pode me contar, não?
_ Não! – Responde Julia, subitamente.

Ela vira-se para o outro lado, ficando de costas para mim.

_ Ei, o que eu fiz?
_ Nada. Só estou cansada. Descanse que amanhã temos de acordar cedo.

Não falo nada. Atitude estranha da parte dela. Não me agradou nem um pouco. Os ciúmes aumentavam e a vontade de matar Jean crescia. O que ele queria conversando com ela eu sabia claramente. Mas e por qual motivo Julia tinha ficado brava comigo e porque ela não me contava sobre as conversas? Talvez o idiota tivesse falado coisas a meu respeito. De qualquer forma, eu precisava descansar para amanhã. Dormiria melhor se Julia não estivesse brava sem motivo aparente e ficássemos "acordados" por mais um tempo.

Com estes últimos pensamentos, fico inquieto. Abraço Julia e começo a acariciá-la, verificando se realmente estava brava. Assim que começo a passar a mão por seus ombros, ela imediatamente fala, com um tom ríspido:
_ Você não tem jeito mesmo não é? Nem um pingo de vergonha na cara.
Segurando o riso, respondo elogiando-a:
_ É que tenho uma namorada maravilhosa. Não dá para controlar.

Julia não respondeu. Virei de lado e adormeci algum tempo depois.

******************************************************

Eram 6 horas, Julia me acordou. Levantamos e fui acordar Jean.

_Levanta vagabundo! – entrei abrindo a porta de repente e quase gritando no quarto, divertindo-me com o susto que Jean levara.

Saddam já estava a postos, como sempre. Começamos a nos preparar. Colocamos toda a comida no carro, galões para água e gasolina no porta-malas, bem como algumas roupas. Saddam e Jean entraram na parte de trás do carro. Julia sentou-se no banco do carona e eu fiquei de motorista. Não era um exímio piloto, mas tinha bons reflexos, o que talvez pudesse me ajudar.

Começava a amanhecer, eram 6 horas e 20 minutos. Optamos por levar algumas peças do automóvel da mãe de Julia, que havia sido parcialmente desmontado. Levamos um pneu extra, além do step, e algumas peças que poderiam nos servir como armas caso não conseguíssemos voltar para casa.

Subi no telhado da garagem para verificar como estava a rua. Parecia limpa. Não tinha certeza, pois não dava para ver o que se passava pela calçada junto ao muro da nossa casa. Teríamos de arriscar mesmo assim. Abri o portão o mais rápido possível e corri para dentro do carro.

Assim que entrei, liguei o carro e comecei a dar a ré. Um infectado já vinha entrando pelo portão e foi atropelado. Adorei o solavanco dado pelo carro e o som de ossos sendo quebrados. Julia tinha uma expressão de medo misturada à sensação de aventura a qual eu também sentia. Enquanto dava a ré não notava, eles vinham de todas as partes, não somente de trás.

E alguns carregavam pedras e paus. Logo, nem todos eram canibais, havia os que ainda mantinham algum controle sobre seus corpos. Estes eram os mais perigosos.

Saddam latia incessantemente, e isto me irritava. Enquanto tentava manobrar o carro para poder descer a rua indo para longe da avenida, os primeiros infectados se aproximavam. Vários deles batiam na traseira do carro e alguns eram derrubados conforme eu dava a ré. Então um barulho forte vindo de cima do automóvel. Olhei pelo retrovisor. Três deles arremessavam pedras enquanto outros corriam furiosos em nossa direção.

Coloquei em primeira marcha e arranquei, o carro avançou em um solavanco, indicando que estávamos atropelando novamente os que havíamos derrubado enquanto eu dava a ré. O gosto forte da adrenalina em minha boca indicava o stress e perigo pelo qual passávamos.

Continuei acelerando, atropelamos mais alguns, amassando o pára-choque, espirrando sangue contra o pára-brisa e quebrando um dos retrovisores. Conseguimos andar por duas quadras até que os enfermos ficassem para trás. Não todos, pois sempre aparecia um novo. Mas longe do foco de infectados, agora eram apenas alguns correndo atrás de nós. Independente de nossa localização, em qualquer rua o cheiro dos corpos podres era forte. Enquanto dirigia, divagava. Se isto não era o inferno, talvez o inferno não fosse um lugar tão ruim.

Liguei o som do carro, coloquei um álbum da banda Alice in Chains. Meu álbum preferido. O som pesado e depressivo da banda se encaixava perfeitamente ao momento. Julia não era fã, mas gostava do som. Saddam ficou perdido, parou de latir e ficou atento à música, procurando suas fontes. Jean reclamava do som, dizendo que estava muito alto e que a música era ruim. Questionei sobre seus gostos, ele pediu para que colocasse um pagode. Neguei o pedido e continuamos a viagem ao som do grunge do começo da década de 1990.

Passaríamos por alguns postos na busca por um lugar seguro para pegar combustível. Havia dois caminhos para fora da cidade, o que contornava Curitiba, e o que passava pelo centro da cidade. Optamos pelo caminho mais curto, por mais que fosse mais arriscado. Desta maneira saberíamos a situação dos bairros centrais e também da região metropolitana.

Seguíamos pelas ruas paralelas às avenidas principais, pois a maioria delas estava bloqueada. Olhando para os prédios, víamos sangue em algumas sacadas e alguns apartamentos com infectados nas janelas. Outros, claramente mostravam pedidos de socorro com gente ainda livre da doença nas janelas dando sinal para que o carro parasse.

Como dizia minha mãe: ‘cada qual com seus problemas’. Não me arriscaria dessa forma para salvar um desconhecido. Seguimos em direção a saída da cidade, e estávamos chegando próximos ao belo estádio do time pelo qual torço. Ou melhor, torcia. Agora não existem mais times de futebol. Era um estádio inteiro em vermelho e preto, havia sido reformado para atender a Copa do Mundo que ocorreria no Brasil. Infelizmente nunca ocorreu. Já havia comprado um ingresso, que foi perdido quando minha kitinete foi invadida. Era um jogo da seleção do México. Viajava em meus pensamentos e de vez em quando atropelávamos um ou outro infectado.

Deixávamos a Arena da Baixada para trás, enquanto sentia um aperto no peito em lembrar que provavelmente não veria nunca mais um jogo neste estádio. Coisas que somente um fã de futebol entenderia.

Continuávamos a procurar por um posto de gasolina que estivesse vazio. O tanque ainda estava quase cheio, portanto poderíamos andar sem muita pressa.
Depois de algum tempo achamos um posto que parecia ser seguro. Parei e não vimos nenhum sinal de canibais. Desci com a arma empunhada, Saddam rosnava na direção do interior do posto.

Jean não quis descer, falou que iria ficar dentro do carro para segurança de Julia. Ela riu e falou que desceria e que ele deveria deixar de ser tão medroso. Olhando ao redor, disse para que um dos dois ficasse próximo ao carro e observasse tudo à nossa volta enquanto eu e o outro tentaríamos pegar o combustível. Pensei melhor e chamei Jean para me acompanhar, não confiaria o automóvel à ele.

Saddam continuava a rosnar de uma forma estranha, sempre na mesma direção. Entrar na loja de conveniência e levar alguma comida não seria ruim também. No entanto, devido ao comportamento de Saddam, ficamos apreensivos. Tínhamos de tentar.

A porta estava entreaberta, Jean colocava gasolina nos galões enquanto eu observava o interior da loja. Saddam saiu correndo e pulou para dentro do carro. Olhei-o tentando adivinhar o que estava fazendo.

Enquanto estava de costas para a loja, ouvi alguém correndo. Imediatamente ouvi o grito de Julia e antes mesmo que pudesse me virar, senti uma forte pancada na nuca, minha arma voou longe e caí.

O sangue escorria pelo meu rosto e pescoço, pingando e manchando o chão. Tudo escurecia devagar ao passo que eu tentava me recuperar. Voltava lentamente à realidade, ouvia os gritos de Julia e vi Saddam passando por mim como um raio, atacando meu agressor. Ouvi o choro de Saddam logo em seguida e senti mais uma pancada em minha cabeça. O dia virou noite, não vi nem ouvi mais nada. Estava deitado inconsciente e o sangue escorria pelo chão gelado e sujo do posto, indo em direção à calçada.

22 comentários:

Anônimo

Wow, maneiro

Ansioso pelo proximo capitulo

Mto daora

1 post =)

Euclides Neto

Parabéns maano, tá demais os capitulos não demora a postar o oito, tô acompanhando desde junho seu blog. Parabéns !

Anônimo

oq vc precisa pra postar o proximo?

faze-lo ou atingir um numero X de visitantes?

Guto Assis

Cara mata o Saddam e eu mato vc xD feito hahaha

Anônimo

Nossa, muito bom, mas o capitulo foi curto :|

Estou apreensivo de novo ao proximo capitulo.

João Guilherme Penteado

Valeu pelo apoio, galera!
Para o próximo capítulo não precisa numero de views nem nada, mas é claro que agradeço muito se vocês continuarem divulgando o blog, pois isto estimula a escrever.
O capítulo 8 ainda não foi escrito, estou em dúvida com os rumos a tomar para os próximos capítulos, pretendo deixar cada vez mais interessante. Assim que decidir, escrevei e postarei.
Abraços

Erick Hunter

http://camerasbloodlivro.blogspot.com/2010/09/necropolis-blog-onde-morte-e-unica.html

Eu divulguei no meu blog.
Espero que goste!!!

Anônimo

A história tá muito boa !!!

Por favor não demore a postar o proximo capitulo.

Anônimo

maneiro e tenso

Anônimo

ai meu deus!
será que foi a anta do jean que atacou o rapaz concominado coma julia, kkkkkk

Unknown

continua, o conto tá foda

Sandra

quando vc vai postar o capitulo 8?

Anônimo

Cara mata o Saddam e eu mato vc xD feito hahaha [2]
Mata ele não, viu?
Se tiver que matar alguém, mate o Jean

Anônimo

Ia ser massa se eles fossem num shopping

Anônimo

Já estamos a 15 dias sem capitulo, por favor posta logo o cap 8...

Unknown

espero q n demore pra postar o proximo cap

Anônimo

[2]

Ailith

quando vai ser postado o cap 8? isso é muito foda '-'
meu deus, to locao pra ler

Anônimo

pow mano tah demorando, ja faz 1 mes desde q vc posto o ultimo capitulo cade o 8º ????

Anônimo

1 mes sem capitulo...

Sandra

é ruim quando se demora pra ler o proximo capitulo porque acabamos esquecendo de como foi o desenrolar da estoria!

João Guilherme Penteado

Pois é galera, se eu pudesse eu só escrevia. Ainda não terminei o capítulo 8, tenho um estágio, faculdade e uma empresa para gerenciar, além de ter que cuidar da namorada haha.
Assim que eu tiver tempo, escrevo e posto.
Abraços!

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