Acordamos pela manhã e fomos tomar café. Já era nosso terceiro dia juntos no pequeno forte improvisado. A noite tinha sido ótima e não fossem as barreiras nas portas e dos mortos lá fora, pareceriam ser dias normais, dentro dos limites da nossa nova realidade. Contudo, mal sabia eu que os próximos dias não seriam nem um pouco normais.
Nossa comida duraria algo em torno de mais quatro dias, mas já sentia falta de algumas coisas. Pensava em tentar entrar nas casas vizinhas para ver se conseguia algo mais. Além disso, ainda precisaríamos de mais gasolina caso quiséssemos manter a casa com o gerador ligado.
Por mais que pensasse em tudo que poderia dar errado e em tudo que precisaríamos, me mantinha tranqüilo. A casa com os portões bloqueados, cerca elétrica e Saddam no jardim passava uma sensação de muita segurança, às vezes, de invencibilidade. Talvez por isso nossa curiosidade tenha sido maior do que a necessidade de poupar combustível e acabamos deixando o gerador ligado para que procurássemos por respostas na televisão.
Na TV continuavam alguns poucos canais funcionando. Um deles passava uma reportagem interessante sobre a situação em Curitiba e em outras grandes cidades brasileiras. Dizia que os exércitos estavam concentrados nos locais de distribuição de água e energia elétrica, além das usinas geradoras e estações de tratamento. Desta forma, haveria luz e água para boa parte dos ainda sobreviventes. Havia relatos de fortes conflitos nesses locais. Os infectados corriam em direção às barricadas montadas pelo exército enquanto soldados armados atiravam. Pensei alto:
_ Se os exércitos estão nos locais de distribuição e tratamento de água, porque não havia ninguém na caixa d’água alguns dias atrás quando passei por lá? E... Caramba! Se um infectado acabar caindo em um desses poços das estações de tratamento, toda a cidade ficaria infectada...
Julia, que estava ao meu lado, comenta:
_ Pode ser por isso que tanta gente ficou infectada rápida e houve todo esse caos.
_ Mas se foi isso, porque nós não adoecemos?
_ Porque não tomamos água direto da torneira?
_ Mas e os banhos?
_ É... Sei lá o motivo de tudo isso ter acontecido tão rápido então...
Pensativos, continuamos a assistir a reportagem. Após um curto período de tempo, Julia volta a falar:
_ Porque não vamos até um desses lugares onde está o exército?
Respondo sem nem precisar pensar:
_ Porque morreríamos...
_ Mas vamos de carro, os infectados não dirigem.
_ E todos os soldados sabem disso? E os infectados que estão rondando a área onde estão os soldados?
_ Mas se conseguíssemos...
Interrompo, com um tom mais firme:
_ Se conseguíssemos chegar lá, provavelmente me matariam e te estuprariam e a usariam até a morte. Então relaxa, não existem mais leis, não existe mais governo, nem pessoas querendo se ajudar... É cada um por si agora.
_ Então qual a razão de estarem cuidando das estações de luz e água?
_ Sem água ou com água infectada, todos morrem, inclusive o próprio exército. Sem energia elétrica, não há qualquer meio de comunicação que funcione, logo, as chances de todos seriam menores. Além disso, deve ter a mesma politicagem de sempre que envolve dinheiro e bens materiais onde alguns poucos querem manter a sua vida como era antes, sem precisar se preocupar com o resto do mundo. Só deixar 20 seguranças particulares no portão de casa e ir para a piscina. Ou ainda, ganhar mais dinheiro cobrindo toda essa merda e vendendo imagens e afins.
_ Lá vem você e teus papos de revolucionário...
_ Não estou falando que isto é ruim amor, se não fossem esses poucos, nem estaríamos vendo televisão. Só estou querendo dizer que você não deve se enganar, que muito provavelmente não existem locais seguros onde muitas pessoas possam viver em sociedade sem ter de lutar contra a falta de recursos, contra os doentes ou mesmo uns contra os outros. Quanto mais gente...
Julia interrompe impaciente:
_ Ai, tá! Entendi! Vamos ouvir a TV!
Revoltado pela interrupção e pela ordem para que ficasse quieto, fico olhando-a com uma expressão de indiferença e depois volto à televisão. Julia finge que não me viu bravo e encosta sua cabeça no meu ombro, continuando a assistir o telejornal. Em outros tempos, nesse mesmo horário, passariam programas de receitas culinárias na maioria dos canais ao invés de reportagens sobre uma guerra entre soldados e animais carniceiros que um dia foram pessoas comuns.
O repórter, no alto de um helicóptero dizia:
Há centenas deles tentando invadir a área onde estão os soldados. Parece uma guerra entre homens e animais. Não há pessoas normais nas ruas, a população de Curitiba parece ter sido totalmente morta. Infectados se alimentam de animais e pessoas mortas. E pessoas mortas são o que não falta na capital paranaense. O cheiro lá embaixo deve ser horrível, tentaremos voar mais baixo para filmar mais de perto. Algumas casas possuem pedidos de socorro em seus telhados.
A câmera focaliza a cobertura de um prédio de poucos andares, onde no telhado está escrito S.O.S. com lençóis brancos manchados em vermelho e várias pessoas mutiladas pelo chão enquanto algumas poucas andam por ali.
No alto deste prédio que vocês podem ver, contamos mais de vinte corpos. Sete pessoas continuam vivas, porém estão infectadas, andam entre os corpos sem parecer possuir qualquer tipo de discernimento. É impressionante! A situação parece pior a cada dia. Talvez ontem estas pessoas estivessem todas vivas.
Ao que parecia tudo estava ficando fora de controle, pelas imagens os soldados sentiam muita dificuldade em manter os infectados longe dos locais protegidos. Estranho era a reportagem não citar qualquer local para onde sobreviventes pudessem ir, inclusive estes locais ocupados pelas forças militares eram tidos como pontos de insegurança para civis.
_ Amor, acho melhor desligarmos a TV para economizar gasolina. – Julia comenta.
_ Tudo bem, – Respondo – não deve estar passando muita coisa além do que já sabemos mesmo.
Desligamos a televisão e o gerador. Não havia muito mais a fazer a não ser esperar. Nunca fui de ficar esperando nada, já bolava planos para conseguir mais alimento e combustível.
_ Amor, precisamos descobrir um modo de conseguir mais comida antes que esta acabe. Não sabemos quanto tempo os infectados vivem.
Ela me olha pensativa, não fala nada. Continuo:
_ Talvez eu precise vasculhar as casas da vizinhança. É a nossa melhor hipótese.
_ Nem pense! Você não vai sair daqui e correr esse risco.
_ Amor, eu consegui passar por sete quadras sem arma nenhuma para chegar até aqui, pular um muro com um revólver na mão não vai ser tão difícil.
_ Mas e se as casas estiverem cheias de infectados?
_ Cheias não devem estar... Mas talvez apareçam alguns. Temos alguma munição, deve ser suficiente.
_ E se acabar?
_ Não vai acabar, só vou usar em caso de extrema necessidade. Qualquer coisa eu corro... – falo sem jeito, com um sorriso amarelo na cara.
Julia, séria, não corresponde o sorriso e mantém a expressão preocupada. Após alguns instantes ela comenta:
_ E eu?
_ Você fica trancada dentro de um quarto com o Saddam solto dentro de casa e fecha todas as portas e janelas.
_ Sem chance! Eu vou junto. – Retruca, mesmo com medo do que poderia acontecer se fosse junto.
_ Amor, só temos uma arma e não quero correr esse risco.
Entendendo isto e vendo que ela poderia ir junto caso tivéssemos mais armas, Julia concorda em ficar em casa e promete trancar tudo.
Depois do almoço subo ao telhado e fico deitado observando as ruas e casas em volta. A primeira casa a ser saqueada seria a casa vizinha à nossa. Com sorte, a casa estaria vazia e com alguns bons recursos. O problema era o gradil que a cercava. Quem estivesse do lado de fora poderia observar qualquer um que estivesse no jardim da casa. Talvez se eu tentasse os fundos da casa não houvesse problema.
Permaneci observando e conferindo se havia movimentação nas casas até as 15 horas, depois resolvi que era hora de agir. Estranhamente os infectados nas ruas pareciam calmos. Não ouvia um carro passar há 2 dias. Sinal de que ou não havia muitas pessoas em condições normais, ou estas estavam todas trancadas dentro de casa, nas mesmas condições que nós. Portanto, poderíamos sofrer de tentativas de invasão em breve.
Teria de ser rápido. Avisei Julia que tentaria a invasão da casa ao lado, pois parecia estar vazia. Debatemos por um breve momento sobre a possibilidade de deixar uma escada encostada no muro, caso eu precisasse voltar rápido. Julia insistia na idéia, eu refutava devido ao fato de levar a arma e que, provavelmente, se eu não conseguisse me virar com a arma, a escada serviria de caminho para os infectados entrarem em nossa casa.
Pulei o muro e corri para a parte de trás da casa, onde os infectados nas ruas não me viam. A casa estava em silêncio, era uma velha casa branca, com a grama mal cuidada e exalava um cheiro pútrido vindo de um gato morto no quintal. O que havia matado o gato eu não tinha idéia.
Estava encostado no muro, me preparando para tentar derrubar a porta dos fundos... Resolvi bater na porta, para ver se havia alguma movimentação em resposta. Andei cuidadosamente, sempre ouvindo o pouco barulho das ruas até que bati três vezes com força na porta da casa.
Instantaneamente, os doentes nas ruas pararam de ziguezaguear e ficaram atentos. Ouvi alguns deles emitindo sons raivosos enquanto meu nível de adrenalina subia e esperava algo ou alguém sair de dentro da velha casa.
Não houve resposta... Esperei que os infectados se acalmassem, mas continuaram com seus olhos repletos de ódio voltados para o gradil da casa. Criei coragem e bati com a arma no vidro da janela da cozinha da casa. Depois do barulho da janela quebrando, o barulho das ruas se intensificou, mas a casa continuava em silêncio. Vários dos canibais se arremessavam contra o gradil e o medo aumentava a cada instante. Olhei pela janela, a cozinha parecia em certa ordem. Havia louça na pia e algumas coisas espalhadas, mas nada muito além do que acontecia em uma casa comum. Resolvi entrar.
Pulei a janela, e empunhei a arma esperando um possível ataque. Nada aconteceu. O silêncio era total. Será que os donos da casa tinham sido mortos ou contaminados enquanto estavam fora?
Respirei fundo e abri a porta da cozinha...
Tudo quieto e em ordem. A cozinha dava para um corredor à esquerda e para a sala, à direita. Fui até a sala e tudo estava em ordem. Algumas almofadas no sofá e tudo estranhamente organizado. Do outro lado, duas das três portas se encontravam abertas. Devagar e tomando cuidado para que meus passos não pudessem ser ouvidos, fui em direção ao corredor. A primeira porta dava para um quarto...
Vazio!
Começava a me sentir mais confiante. A segunda porta aberta dava para o banheiro. Entrei e o cômodo também se encontrava vazio. Aproximava-me da terceira e última porta... Esperava pelo pior, abri a porta com força e já com mira preparada caso algo acontecesse.
Tudo quieto... A cama arrumada mostrava uma colcha vermelha, com dois travesseiros brancos e um lençol branco por baixo. Optei por não adentrar o quarto para maiores verificações. Peguei a chave da porta, fechei-a, tranquei, e me dirigi à cozinha. Uma vez na cozinha, passei a vasculhar por tudo em busca de alimentos. Achei alguns pacotes de macarrão instantâneo, uma caixa de cereais matinais, três caixas de leite desnatado, e... Não acreditava no que via...
Era chocolate! Duas barras de chocolate, juntos de uma lata de pêssego em calda, uma caixinha para fazer um desses bolos industrializados e alguns temperos e mantimentos básicos como açúcar e sal.
Abri a porta dos fundos da casa, e carreguei todo o alimento para fora. Tranquei a porta, e comecei a jogar os alimentos por cima do muro, de longe, para que os infectados não nos vissem. Seria engraçado ver os infectados curiosos olhando a comida voando, se a comida deles não fosse eu.
A primeira casa estava limpa e saqueada. Teria de partir para a casa seguinte. Era amarela e bem cuidada, também tinha um gradil marrom na frente. Havia um carro na garagem, que poderia me esconder dos infectados enquanto eu passava pelos fundos da casa. Observei de cima do muro por alguns minutos e resolvi avançar.
Pulei o muro e me escondi atrás do carro. Permaneci ali enquanto montava mentalmente um plano de ação. Tentei abrir a porta que ligava a garagem à casa enquanto vários daqueles monstros se atiravam contra o gradil tentando entrar. Minha tentativa foi sem sucesso, a porta estava trancada e agora os enfermos sabiam que eu estava ali. As janelas tinham grades, portanto, não poderia entrar por nenhuma delas. Resolvi arrombar a porta. Mirando, e virando o rosto com medo de estilhaços, dei um tiro onde imaginei que estaria a tranca da fechadura.
Após isto, me joguei contra a porta, a primeira tentativa foi falha. Na segunda, consegui. Assim que entrei, antes mesmo de ter tempo de respirar, um homem corria em minha direção com uma faca. Apontei a arma, e ele instantaneamente parou. Eu o conhecia... Era um imbecil chamado Jean. Um rapaz de vinte e poucos anos, um pouco acima do peso e um rosto que me dava vontade de usar a arma que tinha. Ele sempre olhava Julia de forma diferente, até mesmo quando ela estava comigo. Poderia matá-lo, vontade não faltava. Depois de ter matado tantas pessoas infectadas, não parecia ser muito diferente da sensação de matar alguém que você não gosta. No começo tinha sido difícil, depois de ir para cima da caixa d’agua, passou a ser rotineiro. Será que estou virando um psicopata? Meus pensamentos são interrompidos:
_ Calminha aí, amigo... Eu não sou um deles – Falava Jean, baixando a faca.
_ Como poderei ter certeza? Está aqui há quanto tempo? Como tem vivido? Tem mais alguém aqui?
_ Uma pergunta de cada vez, cara... Sei lá como você vai ter certeza, só sei que não sou um desses loucos! Eu estou aqui porque moro aqui, você deve saber. Você é o cara que pega a vizinha dali de cima, né? Enfim... Quando essa merda toda começou, roubei a loja de conveniência da farmácia ali na avenida, há uma ou duas quadras daqui. Peguei tudo que eu achei de comida, uns refrigerantes e saí correndo.
_ Interessante... Onde está sua família? Onde está a comida?
_ Não sei onde estão, saíram trabalhar, eu não trabalho. Fiquei em casa e eles não voltaram. Porque quer saber da comida?
_ Para eu ver o que você tem em estoque...
_ Não vou contar.
_ Tudo bem, te dou um tiro e procuro. – Falo, com sarcasmo e um sorriso no rosto.
_ Tá bom... Está na cozinha...
Guardei a arma na cintura e fui com ele até a cozinha. Tinha muita coisa, duvidei que ele tivesse pegado somente o que conseguia e saído correndo, mas não comentei sobre o assunto. Enquanto pensava no que faria, Jean questionava:
_ Você está morando com a Julia?
_ E quem disse que ela está viva?
_ Não sei. Eu vi você mexendo na cerca elétrica alguns dias atrás. De qualquer forma, se ela morreu, foi um desperdício... Era muito gostosa!
Com raiva, viro-me contra ele e questiono:
_ Quer morrer e ver se a encontra no inferno, palhaço?
_ O cara, relaxa. O que tem demais? Só porque você tava comendo ela, os outros não podem achar ela boa também?
Com mais raiva ainda, dou-lhe um soco no rosto com toda a força e ele cai enquanto o sangue escorre de sua boca. Tenho vontade de jogá-lo aos infectados. Para quem está se acostumando aos restos humanos e animais, um gordinho ainda vivo seria um verdadeiro banquete. Entro em um conflito de idéias. Caso eu deixe que fique aqui, ele provavelmente tentará entrar em nossa casa mais tarde. Caso eu leve a sua comida, com toda certeza ele tentará a invasão. Não confio nem um pouco nele para que vá viver e tentar sobreviver conosco.
O imbecil, parecendo arrependido, pede desculpas, mas com sarcasmo fala:
_ Mas com uma arma, até minha avó vira macho.
Respondo:
_ Pois é... Chama ela então.
_ Ela já morreu.
_ Quer encontrar ela? Se não, cala a boca antes que eu te faça de café da tarde para os infectados.
Jean fica quieto. Enquanto penso, lembro-me dos motivos de não gostar dele. Toda vez que voltava da academia, Julia passava na frente de uma Lan House onde ele passava o dia todo sentado na frente, sem fazer nada. Enquanto passávamos, ele olhava para o corpo de Julia sem respeitar minha presença, mesmo quando eu o encarava. Diante disso, a cada instante minha vontade de jogá-lo aos doentes aumenta.
Voltando à realidade, questiono:
_ Você tem alguma arma de fogo aí?
_ Se tivesse, não te esperava com uma faca na mão...
Deixo-o livre e volto para casa, Julia deveria dar sua opinião sobre tudo o que havia acontecido também.
Uma vez em casa, Julia dá sua opinião:
_ Amor, quanto mais gente melhor. Ele é homem, vai ser útil.
_ Útil no quê? Ele não faz merda nenhuma da vida além de ficar te secando.
_ Claro que não! Só você que nota essas coisas. E além do mais, ele não tem um monte de comida com ele?
_ Exato, aí que está. É mórbido e cruel, mas poderíamos pegar a comida dele e fazer dele comida para os infectados, assim temos tempo para pegar combustível no posto de gasolina atravessando a rua.
_Credo! Você está ficando louco!?
É... Talvez eu estivesse ficando louco mesmo. Esse não era eu. Afinal de contas, quem era quem neste caos? Julia, que costumava ser uma menina delicada, matou seu próprio pai. Eu, que era apenas um músico que tinha como hobby artes marciais, deixei com que meus vizinhos morressem sem fazer nada e passei a achar graça de matar as pessoas infectadas quando estava em cima da caixa d’agua. Talvez fosse hora de tentar ajudar alguém. Afinal de contas, aquele idiota não seria idiota o suficiente para mexer com Julia comigo por perto e carregando uma arma. Finalmente, concordo com ela:
_ Tá bom, vou lá falar com o cara. Perguntar se ele quer vir para cá.
_OK, fico esperando aqui em casa, ou quer ajuda para trazer as coisas?
_ Pode ficar, nós trazemos e eu fico em cima do telhado da garagem, ele vai passando para mim e vou jogando para você.
_ Tudo bem então, espero aqui.
Fui até lá e Jean já veio com outra:
_ O que você quer agora? Quebrar outra porta?
De má vontade, respondo:
_ Vim perguntar se você quer ficar com a gente, lá é mais seguro.
_ Querem é minha comida, isso sim.
_ Não vou repetir a pergunta... – Penso, com um fundo de esperança na recusa, e quem sabe, ele tentando me atacar por eu levar os seus mantimentos. Então poderia matá-lo, pegar sua comida e falaria para Julia que tinha sido legítima defesa.
_ Tá. Eu vou. Mas como vamos levar tudo o que tenho?
_ Pega malas, sacolas, e tudo que puder carregar isso, vamos passar para a casa ao lado e de lá, para a nossa.
_ Tudo bem.
Depois de passar todos os alimentos, e ver os raivosos pulando sobre os gradis das casas por onde carregávamos os alimentos, chegamos até a casa dos pais de Julia.
_ Oi gatinha, vou morar aqui contigo agora – fala Jean.
Já com raiva da sua voz enjoada e seu jeito idiota de quem se acha o máximo, interrompo:
_ É bom você nos respeitar, cara... Não vou falar duas vezes.
_ Seu namorado é nervosinho, não? – Jean fala para Julia.
_ Cala a boca, vai. – Responde a morena.
Pronto, agora temos um imbecil vivendo conosco. Espero que Julia esteja feliz com nosso novo “amiguinho”. Amanhã teremos de buscar gasolina no posto em frente a casa. Quero ver qual vai ser o comportamento do novo integrante do nosso grupo diante dos infectados. Espero que Saddam odeie ele tanto quanto eu...
Gostou do capítulo? Quer ver o próximo o quanto antes? Ajude o blog, divulgando-o! AO chegar em 4mil visualizações, postarei o capítulo 7!!!
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14 comentários:
bacana.
Show cara,cada vez melhorr...sempre tem um gordinho que faz gordisse,que esse cara vai aprontar? eu ja tinha eliminado ele,pra evitar a fadiga hehehe
Valeu man!
MUITO BOM, MUITO BOM MESMO, PARABÉNS
MUITO BOM !!!
Ja chegou a 4 mil visualizações, hora de postar o cap 7... rsrs
Estou muito ansioso para o setimo
Hahaha Vocês são rápidos!!! Vou revisar o capítulo 7 aqui e logo mais posto! Valeu pelo apoio!
Aeee, demoro *-*
Aee !! Bela história. E esse Jean é um baita de um idiota! kkkk
Poo, porque não lança o sétimo? :|
Poh, mata logo a nossa curiosidade e lança o capitulo 7... já passou bastante de 4 mil visualizações.
Ow, deu tempo ja de rever esse capitulo uns par de vez ja manoo :|
To ansioso, hehe
posta logo ai o cap 7 coe
Acompanhando! E esperando mais!
Pronto! Tá postado! Façam bom proveito haha. Não esperava que fosse alcançar 4mil views tão rápido.
Revisei e alterei muita coisa do capítulo 7 para tentar deixar o melhor possível, espero que gostem!
Abraços!
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